O beco da Dona Nina parece-me que vai ser recuperado. Como dito em outra postagem, a sociedade civil organizada de Silvânia, virtualmente reunida no blog do Célio, resolveu arregaçar as mangas e iniciar por conta própria os reparos que são realmente devidos. Ponto a favor!Vizinho de minha casa, na esquina da Rua Santo Antônio com a Praça do Rosário, contudo, se vê o tombamento (aqui como sinônimo de caimento) do casarão que outrora foi da Dona Cacilda, o qual se encontra no mais absoluto abandono.
Para quem não teve o prazer de conhecer, aquela casa tinha o jardim mais bem cuidado da velha Silvânia e só por isso já deveria receber um tratamento mais adequado.
Como se pode ver pela fotografia acima, do casario colonial só restam as paredes frontais, as quais ameaçam ruir a qualquer instante.
É duro verificar que esta é apenas mais uma antiquíssima casa que irá cair, levando consigo considerável parte de nossa história, sem que nenhuma autoridade constituída faça alguma coisa.
Povo sem memória a cultuar é apenas massa de manobra.
Um comentário:
Prezado Jayme,
Um forte abraço!
Primeiramente, parabéns por criar mais um espaço para trocarmos idéias e tentarmos, fazer algo pela velha Silvânia, cidade que nos trás imensuráveis lembranças agradáveis e que não podemos nos silenciar diante da omissão e da obrigação de tantos que são muito bem pagos para cuidar bem dela.
Este casarão vizinho a casa de sua mãe, covardemente, tentaram desmontá-lo, mesmo sabendo da existência da Lei de Tombamento. Mas graças à observância de Noemi Arrais, que acionou a Polícia e o Ministério Público. Parou-se a demolição sorrateira e abriu-se um processo judicial que não sei a que pé que anda. Há um jogo de empurra-empurra entre proprietário e Poder Público, sendo que deveria haver uma parceria.
Como você bem conhece a área jurídica, sabe das protelações e o tempo de um processo. O atual proprietário, que mora em Vianópolis, tem interesse de vender o lote e a justiça só permite se a casa vier junto. Tivemos o interesse de uma compradora de Brasília, mas lamentavelmente, pediram preço de ouro no terreno e nos restos mortais da casa.
Estarei aí nesta semana acompanhando uma diligência do Iphan, junto com a Superintendente e mais uma vez tentaremos encontrar alternativas paliativas para o soerguimento desta edificação que persiste em se manter de pé, como também o beco dos tropeiros.
Lamentavelmente, paralisaram um trabalho iniciado por várias pessoas interessadas na preservação. Não foi nada fácil e tivemos muito trabalho, principalmente no convencimento da importância da preservação. De cinqüenta e quatro processos de tombamentos, tivemos impugnação de cinco e posteriormente, desistência de dois.
A importância desta casa, além das mencionadas por você, esta na composição do casario da Praça do Rosário, onde já perdemos algumas e que faremos o possível para não perdermos outras.
Um grande abraço e sucesso!
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