quinta-feira, 27 de março de 2008

Simplesmente Pato!

Surge o mais novo craque do futebol brasileiro, Alexandre Pato.
Com apenas 18 anos de idade, paranaense de Pato Branco, daí o apelido, Pato estreou ontem na seleção principal brasileira e, assim como fizeram Pelé, Zico, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, marcou logo no seu primeiro jogo pelo time do Brasil, dando a vitória sobre a Suécia por 1 a zero. Aliás, um golaço de artilheiro.
Os números de Alexandre Pato são impressionantes, ele foi o atleta profissional de futebol mais jovem a marcar um gol oficial, quebrando um recorde que era simplesmente de Pelé e que durava quase cinqüenta anos. Marcou quando tinha 17 anos e 102 dias (Pelé tinha 17 anos e 239 dias, quando fez o seu primeiro gol profissional).
Revelado pelo Internacional de Porto Alegre, Pato fez 26 jogos pelo clube gaúcho entre 2006 e 2007, marcando 12 gols.
Pela Seleção Brasileira sub-20, ele disputou o pré-olímpico realizado no Paraguai, sendo campeão e artilheiro da competição com 5 gols. No mundial da categoria, realizado em julho de 2007, no Canadá, o Brasil não foi bem, mas Pato foi o artilheiro do time com 3 gols.
Com tantos números favoráveis e atuações de gala, o craque despertou a atenção de grandes times da Europa, tanto que, há um dia de completar 18 anos, foi contratado pelo Milan por 20 milhões de Euros.
Pelo Time Italiano estreou oficialmente neste ano, no dia 13 de janeiro, na goleada de 5 a 2 contra o Napoli, deixou o 5º gol. Mas, na sua estréia não oficial, contra o Dínamo de Kiev, ainda em 2007, fez um dos gols no empate por 2 a 2.
Assim, já são 15 jogos pelo Milan e 9 gols marcados.
Portanto, são 42 jogos (sendo 10 pela seleção sub-20 e 1 pela principal) e 30 gols até o momento.
Taí, o camisa 9 da Copa da África.

terça-feira, 25 de março de 2008

O Mundo de Sofia




Veja só, preste atenção, não é fantástico?!

Bom, pelo menos eu e a minha digníssima achamos a oitava maravilha do mundo.

Essa aí de cima, estreando no mundo virtual, é a nossa querida primogênita, a Sofia.

Sei que a imagem não ajuda muito, mas se você observar bem verá que é a cara do pai (hehe).

São as maravilhas da ciência, nem nasceu ainda, mas já é conhecida e inclusive já tem nome definido.

Seja muito bem-vinda, minha filha. Que tudo de bom lhe aconteça e que o mundo reserve para você exatamente aquilo que você pretende. Da nossa parte, não tenha dúvida, adequação ao respeito, carinho, compreensão e principalmente amor não lhe faltarão.

Quanta Saudade!

Nem sei por onde começar, aliás, nem sei por que começar. Mas algo dentro de mim me obriga a escrever-desabafar. O que sinto é que a saudade às vezes tem apertado tanto. Por uns instantes eu acho que já superei o pior momento, mas aí vejo a minha irmã sofrendo e não consigo me controlar. Tudo tem sido tão triste desde que a minha sobrinha partiu, tudo tem sido tão sem sentido e explicação. Não vou mais à chácara, não participo da maioria das coisas que ela gostava, isso para não ter na visão a sua ausência. Uma amiga me disse que “parece que não tem fim”, e ela conseguiu transcrever em tão poucas palavras aquilo que estou a sentir. Pensamentos desconexos, saudade inexpugnável. Imagino que com esse comportamento não estarei ajudando em nada na evolução da minha queridinha, mas não sou um homem de ferro e estou para explodir. Vejo minha mãe se definhando de saudades, minha família toda está abalada e parece não haver solução.
Rezo, peço a Deus para iluminar o caminho da minha “Raulinha”, às vezes sonho com ela, mas isso tudo é insuficiente.
Até as notícias boas não são capazes de me alentar. Agora, por exemplo, sei que serei pai. Dá pra imaginar o que isso significa?! É um momento único da minha vida, minha primogênita está a caminho, mas está faltando algo, porque sei que quem mais iria gostar dessa novidade era ela. E o que fazer?
Pode parecer terra-a-terra, pode soar como um choro sem-sentido, ante o lapso de tempo que já se foi, mas, o que posso concluir é que, na primeira fase a gente fica tão transtornado que na realidade estamos sendo tratados e cuidados por verdadeiros anjos da guarda, espíritos de luz, a tristeza é doentia.
Num segundo momento, ao percebermos que a vida continua, tento retomar a vida e até que consigo, os negócios não param, a rotina das pessoas continua e a nossa própria vida continua, ou pelo menos o que restou dela.
Aí vem a terceira fase, a que estou vivenciando agora, é terrível, porque depois da rotina, a realidade da ausência bate à sua porta e você não tem de onde tirar forças.
Como agir como sempre fiz, ou seja, acorrer à minha mãe ou irmã... elas estão sofrendo infinitamente mais do que eu, como poderia ser tão injusto e lhes pedir ajuda? Essa atitude, na realidade, somente aumentaria o sofrimento de ambas.
Poderia, então, buscar conselhos junto à minha amada, mas ela está vivenciando um momento tão mágico, que é a gravidez, que eu não me acho no direito de contaminar essa graça divina com minha tristeza.
O que fazer??
Vou ao orkut, no vã desespero de que ali materializarei um contato com a minha neguinha, quanta tolice... vejo suas fotos e as mensagens da “sua galera” e isso só me traz mais angústia ainda.
O que posso garantir é que a vida é realmente áspera, durante os meus primeiros anos de vida, minha família era uma festa só, tendo como mestre de cerimônias o meu querido pai, este realmente nunca deixava a peteca cair, como pode uma pessoa ser tão feliz, mesmo tendo experimentado das mesmas agruras que agora me corroem?
Aos 17 perdi esse herói, mas eu era tão imaturo ainda, a vida era tão pulsante naquela época e a noção de responsabilidade tão diminuta, que o sofrimento foi incomparavelmente menor, além do que a ordem natural das coisas foi respeitada, o correto é o filho enterrar o pai; não o contrário.
Aos vinte e poucos anos vem a época da maturação do indivíduo, pelo menos é o que eu pensava, atuação profissional, compromissos realmente sérios, inclusive de ordem amorosa, culminando no casamento.
Até agora a vida segue com os seus percalços, mas, de repente (e isso não é figura de linguagem) foi de repente mesmo, a gente vê uma alegria que é marca registrada da família ruir, desmoronar.
Por mais forte que eu pretenda ser, pois, sei das minhas responsabilidades; não consigo mais, a saudade está me destruindo nesse instante, a falta de ânimo é latente, nada mais me interessa, gostaria de pelo menos ajudar, pois, assim, sei que também o seria, mas nem isso tenho conseguido ultimamente.
Minha formação espiritual me informa que a missão da Laura chegou ao fim e que ela, inclusive, já está prestando ótimos serviços noutro plano.
Mas, minha ignorância é maior, meu desejo de senti-la, poder abraçá-la impedem que essa certeza doutrinária me conforte, sei que é egoísmo, sei que é falta de respeito até, mas também sei que sou fraco e essa fraqueza é sentimento absolutamente humano, sou humano, o que fazer?
Essas perguntas ainda ficarão ecoando por muito tempo, sei que um dia elas serão respondidas pela própria Laura, pessoalmente, mas infelizmente até lá terei que conviver com elas, não gostaria de experimentar isso, não gosto de experimentar isso.
Quando eu era criança, uma coisa que me intrigava era o fato de que os adultos eram muito sérios. Sempre me perguntava por que eles agiam daquela maneira, porque, obviamente, todos eles tinham sido crianças um dia e aquela época é tão sublime e alegre que eu achava impossível que isso não contaminasse o ser humano por toda a sua existência.
Depois de passar por esses baques, agora começo a entender que a alegria das crianças são efêmeras, são via de regra sepultadas com os nossos entes queridos, o que resta são momentos de alegria, mas alegria personalizante não mais há.
Logo, logo virá a velhice, como é que esta se dará?
Aquele garoto alegre, aquele adolescente feliz, o homem que irradiava sorrisos não são mais a mesma pessoa, não que isso seja reflexo da ausência; na realidade, isso é reflexo da consciência, do amadurecimento, por isso é que sempre serei fã incondicional do escritor Fernando Sabino, porque até hoje foi o único que nasceu homem e morreu menino...

sexta-feira, 7 de março de 2008

Charge do DM



É isso que dá mercantilizar o ensino superior...

quinta-feira, 6 de março de 2008

STF Suspente Julgamento

Após pedido de vista do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito, o julgamento da ADIM 3510 foi suspenso. No entanto, já se contabilizam dois votos favoráveis ao reconhecimento da constitucuinalidade da Lei de Biossegurança.
O Relator do processo, Ministro Carlos Ayres Brito, proferiu o seu voto na tarde de ontem (05.03.08) com primor, leia-o na íntegra aqui.
A Presidente do STF, Ministra Ellen Gracie concedeu vista dos autos ao Ministro Direito, mas antecipou o seu voto, acompanhando o Relator.
Para quem é operador do direito, vale realmente ler o conteúdo do voto do Ministro Ayres Brito, como bem disse o seu colega de toga, Ministro Celso de Melo, a decisão representa a "aurora de um novo tempo".
Agora, restam os votos de mais nove ministros, sendo que, com mais outros quatro, as pesquisas com células-troco embrionárias estarão autorizadas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Julgamento Histórico no STF

O Supremo Tribunal Federal julgará amanhã (05.03.08), a partir das 14 horas, a mais importante causa que já lhe chegou às mãos. O Pleno do STF se reunirá para decidir se as pesquisas com células-tronco embrionárias poderão ter continuidade. Tais pesquisas foram aprovadas pela Lei Federal nº 11.105/05 e, assim que ela foi publicada, o então Procurador-Geral da República, Cláudio Fontelles, através da ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 3510 questionou a sua constitucionalidade, por entender que tais pesquisas ferem o princípio constitucional da vida humana.
A igreja católica se manifestou contrariamente à continuação das pesquisas, pois, entende que a Constituição Federal garante o direito à vida e à dignidade à pessoa humana, que estariam também reservados ao embrião.
A comunidade científica, por outro lado, apóia irrestritamente a causa, por entender que esta não é uma discussão religiosa; mas unicamente técnica e biológica. Para tanto, alegam que somente serão utilizados nas pesquisas embriões congelados há mais de 3 anos, fertilizados in vitro, os quais não mais poderão ser introduzidos em um útero, ou seja, para os quais não se pode apontar futuro útil.
Esclarecem, também, que não se pode falar em abortamento, uma vez que serão utilizados embriões com 3 a 5 dias de fecundação, sendo certo que nesta fase eles ainda não desenvolveram células nervosas, as quais aparecem a partir do 14º dia.
Esse é o mote da questão, porque, juridicamente, a vida termina quando cessa a atividade cerebral e, como tais embriões ainda não dispõem de células nervosas, não se pode admitir que tenham vida (esta é uma comparação analógica).
Dessa maneira, entendem que milhões de pessoas serão beneficiadas, notadamente aquelas portadoras de anomalias e/ou doenças tidas ainda como incuráveis.
Como se pode perceber, tal matéria é absolutamente instigante, pois envolve as ciências jurídicas e biológicas, com a enorme pressão exercida pela igreja católica. Esse tripé tem incomodado tanto os ministros do STF que, em uma atitude extraordinária, promoveu pela primeira vez na sua história, em abril do ano passado, uma audiência pública para debater o assunto.
Dizem as fontes mais confiáveis que a tendência do julgamento é no sentido de que a ADIM será derrubada e que a ciência sairá vencedora.
Como vivemos num Estado laico, tenho comigo que esta é a melhor saída para os guardiões da Constituição.